
A SOCIEDADE DE CONSUMO E A POP ART.
Momentos marcantes da nossa história aparecem como pontos de rupturas de momentos, em que algumas práticas são questionadas dando margem à mudanças e que marcam gerações. Um destes epsódios foi a chamada pop art dos anos da década 1960, que surge como uma forma de expressão crítica da sociedade consumista da época nos moldes americanos e chega num momento em que tanto rádios quanto os aparelhos de televisão estavam se tornando comuns nos lares americanos, bem como, já influenciavam, através da indústria cultural, o consumismo expoente da época. As obras de arte deste movimento eram feitas com materiais e técnicas práticas e se tornaram acessíveis aos públicos médios consumidores deste produto. Os artistas deste movimento passam a usar signos da publicidade como meio de massificar os produtos, a ideia era tornar acessível para a maior parte do público, que seriam consumidores em potencial. Um dos representantes deste movimento foi Andy Warhol, cuja versatilidade o levou para diversos ramos da produção de arte. Além das obras de arte produziu alguns filmes com uma nova roupagem, diferente dos propostos para sua época. Suas obras de arte baseavam-se em pinturas de figuras como Che Guevara, Elvis Presley e outros e produtos de algumas marcas famosas e expoentes como as sopas Campbell. Atualmente pode-se afirmar que estamos vivendo o auge de uma nova ética do consumismo que é desvirtuada e impulsionada pela ideologia da criação de necessidades não necessárias.
Texto elaborado pelo Prof.Ms Luiz Carlos Vieira.
Mestre em Ciências Sociais (CPDA/UFRRJ).
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