O MASSACRE DE COTAXÉ: RESGATANDO UMA HISTÓRIA QUASE PERDIDA.
O Brasil está entre os países com pior distribuição de terras da América, e essa distribuição é uma das mais desiguais do mundo, apesar de ser um país de dimensões territoriais gigantescas e com elevado potencial de terras disponíveis e não trabalhadas. A elevada concentração de terras é resultante de ocupação ilegal, grilagem, gerando conflitos violentos e, principalmente, de leis que regulamentam a posse da terra e a propriedade da terra no Brasil.
A grilagem praticada no Brasil desde o século passado, foi um dos principais responsáveis pela concentração de terras no meio rural. A prática da grilagem resume-se à criação de documentos falsos, em nome de determinadas famílias, para concessão ilegal de terras públicas a particulares.
Na década de 1960 acontece o Massacre em Ecoporanga e o regate deste evento significa resgatar as lutas travadas pelos camponeses de Ecoporanga, município situada no Noroeste do Espírito Santo, contra latifundiários e seus jagunços, criminosos acobertados pela justiça e o aparato policial militar.
Quem lá viveu, no povoado de Cotaxé, traz na lembrança o que chegou a ser a capital do efêmero Estado de Jeová. Esta luta e revolta camponesa sacudiu o noroeste do Espírito Santo, logo depois do desmonte do visionário Estado da União de Jeová. Não se pode perder de vista a importância deste evento para a história do Estado e do Brasil e que está ligado aos levantes dos camponeses que lutam contra a expropriação de suas terras e pelo direito de nelas viver.
Referência:
Dias, Luzimar N.. Lutas Camponeses no Espírito Santo: Massacre em Ecoporanga.
Obs: Texto elaborado pela aluna Adriana Rodrigues (aluna 3° ano).
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